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Chicken or Pasta na temporada 2019 do Valle Nevado.

O que empreendedorismo tem a ver com o kitesurf? Winds for the future

Quem escreveu

Vanessa Mathias

Data

29 de September, 2019

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Apresentado por

A resposta da interconexão do esporte com o ecossistema de inovação foi o que inspirou a criação do Winds For Future, um festival ecotech que aconteceu fim de semana restrasado na praia do Cumbuco, Ceará. 

O festival foi um encontro de ‘startupeiros’, entusiastas de tecnologia, empreendedores e sim – velejadores. Tudo com um objetivo muito claro e lúcido: dialogar sobre soluções inovadoras para o futuro sustentável do planeta.

O cenário era imersivo por si só: a praia. Conhecida mundialmente como a meca do kitesurfe, a praia do Cumbuco se apropriou do que tem de melhor para inspirar a conexão, afinal é ali onde existe o melhor vento do mundo para a prática do esporte.

Foto: cortesia Winds for Future
Foto: Divulgação.

E o que eu faço, na prática, nesse momento de crise ambiental?

A temática do Winds for Future surge de uma preocupação diante do aquecimento dos oceanos causado pelas emissões de carbono. Segundo publicado pela revista Scientific American, cientistas constataram que 90% desses efeitos é absorvido pelos mares do mundo. O estudo ainda aponta que até 2050 a previsão é termos mais toneladas de plástico nos oceanos do que peixes. 

E o timing do festival não poderia ser melhor: na mesma semana, ocorreu a Greve Mundial pelo clima, promovida por jovens no mundo que resolveram assumir a responsabilidade sobre o seu próprio futuro, movidos pelo sentimento de esperança para despertar a consciência das pessoas acerca das mudanças climáticas. 

O movimento foi liderado pela sueca Greta Thunberg, que em meio a lágrimas e coragem, emocionou o mundo com seu discurso nas Nações Unidas. “O mundo está despertando. A mudança está vindo. Queira você ou não.”

O centro dos diálogos nos dois palcos do evento – Hack Paradise e Verdes Mares – foi chamar a atenção para os impactos ambientais e disseminar a importância da tecnologia a favor da redução desses danos.

Foto: Divulgação. Palco Verdes Mares com os palestrantes Analu Siqueira, Juliana Aquino, Juliano Pessoa, Marcio Rios, que dialogaram sobre o futuro da sustentabilidade e o que faremos com os 8,3 bi de toneladas de plástico produzido no futuro.

Os participantes debateram com 42 palestrantes sobre saúde, educação, mobilidade urbana, tecnologias emergentes, futuro do trabalho, nômades digitais, entre outros, sempre com o foco no impacto ambiental hoje e amanhã. 

Débora Garofalo, finalista do Prêmio Global de Professores, considerado o “Nobel” em Educação, fez o público levantar e aplaudir de pé quando contou sua realidade pessoal na lida com a transformação a partir de um projeto que ensina robótica a partir do lixo. 

Foto: Divulgação – Taynná Reis, que representou bem a pluralidade do arquétipo dos participantes do evento. Subiu ao palco com sua prancha de kite, após bater o recorde na água e, depois de contar sobre seu negócio global de impacto – o Moeda Seed – ainda cantou para o público! 
Foto: Divulgação.

Entre os nomes internacionais estiveram presentes Kate Chandler, comunicadora e a engenheira de software e nômade digital Tijana Momirov.

Além dos palcos, o festival organizou um hackathon e uma ecovila, espaço social totalmente aberto ao público.  

Foto: Divulgação.

Música também foi presente, com shows de Selvagens à Procura de Lei, que contou com uma participação surpresa de Gabriel O Pensador, além de DJs que animaram os KiteFests nos dois dias do evento.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.O festival atraiu um público plural, reforçado pela própria temática do evento. Gente de mais de 14 países, e desde investidores bilionários até startupeiros em early stage – o que acabou enriquecendo a troca e gerando um bom encontro para negócios.

O objetivo dessa iniciativa, que teve apoio do Governo do Estado do Ceará, é compensar esses números por meio de ações que vão trazer melhorias imediatas para a região, consequentemente para o país e ainda fortalecer a posição do estado como hub tecnológico e plataforma de conexão entre a América Latina e o mundo, com alta vocação para atrair empresas ligadas à área.

O festival nasceu com o propósito de ter edição anual e já contabiliza os efeitos positivos sobre a produção do projeto para o meio ambiente: foram 75 expositores levaram suas marcas e oferecem diálogos e experiências, e 2,5 mil participantes que contribuíram para economizar o equivalente a 7.800 copos/garrafas plásticas e 2.800 talheres descartáveis.

Tudo acompanhando pela Intention Ventures, que fez todo o mapeamento ecológico e social do festival. 

Mas, e o kitesurf com o empreendedorismo – o que tem a ver mesmo? 

Foto: Divulgação.

Dizem por aí que o kitesurf é como o golfe dos anos 80. Empresários bem sucedidos se encontravam nos clubes e jogam golfe enquanto faziam network. Entre uma rodada e outra, trocavam figurinhas sobre o mercado e se aproximam dos cérebros que estavam fomentando a economia. Afinal, não é novidade que grande parte das redes de negócio sempre surgem em locais informais. 

Definitivamente, não há a calmaria de um campo de golfe na prática do kitesurf. Mas a associação com a mente de um empreendedor do século XXI, que surfa no mundo das incertezas e volatilidade potencializada pelas tecnologias emergentes encontra, no esporte, a simulação da experiência de co-fundar uma startup: lidar com a vela, com a maré, com o velejador ao lado, as intempéries da natureza… Fazer tudo isso com o objetivo de ‘voar’ me parece uma boa experiência imersiva para treinamento do mindset empreendedor! 

À primeira vista, o esporte tem ritmo acelerado e pode parecer perigoso, pois combina elementos de wakeboard e surf. Foi Bill Tai, investidor e kitesurfista do Vale do Silício, que se uniu com Susi Mai, uma surfista profissional norte-americana há cerca de cinco anos e iniciou uma comunidade de kiters – a Mai Tai – que hoje já é um evento anual realizado em Maui. O seleto grupo, que tem mais de 150 membros, também é convidado para finais de semana em outras ilhas do mundo. 

Foto: Divulgação.

Segundo Bill, o processo de construção da empresa é um ciclo super longo, em que o feedback do mercado é medido em meses ou anos.” No kite, você obtém um feedback instantâneo sobre se está ou não fazendo progresso real. O que é comum a ambos é que eles estão em constante evolução – nada permanece estático no mar”, diz ele.  

Essa semelhança já tem atraído inovadores de alto estirpe, que ajudam a potencializar o storytelling: o fundador do Google, Larry Page, o magnata comercial britânico Richard Branson, o secretário de Estado dos EUA John Kerry e Barack Obama já são grandes no kitesurf.

O recorde mundial de kitesurfistas na água é brasileiro! 

Até semana passada, o recorde mundial de velejadores na água era do Richard Branson. Desde que foi organizada pela primeira vez em 2013, a Virgin Kitesurfing Armada quebrou consistentemente o recorde do maior desfile de kitesurfistas.  O evento anual bateu o recorde ao longo da costa da Ilha Hayling, em Hampshire, Reino Unido, em 2013, com 318 participantes – liderados por Richard Branson – e depois o quebrou no ano seguinte no Best Pro Center, em Tarifa, Espanha, com 352 pessoas. 

O último foi em 2016 e agora, é nosso e aconteceu aqui no Cumbuco. Foram 596 kitesurfistas que se tornaram recordistas do Guinness World Records velejando juntos durante um percurso de 2 quilômetros. 

O recorde não só proporcionou uma emoção unânime para quem estava lá, mas o impacto é direto na economia local de todas as praias do Ceará. 

O litoral oeste do Ceará é reconhecido como a meca do kitesurf porque conta com condições perfeitas para a prática de esportes de velejo durante 9 meses do ano. Isso já tem atraído nômades digitais e empreendedores do mundo todo que cruzam oceanos para desfrutar desta condição climática única, e faz todo o sentido o movimento Winds for Future ter o local como ponto de partida.

Pensa comigo: se você pode trabalhar de qualquer lugar do mundo, porque não do paraíso que é o Cumbuco?!

E ai comunidade empreendedora, vamos aprender a velejar? Quem sabe não dobramos esse recorde ano que vem reunindo o nosso ecossistema brasuca de inovação! 

Richard Branson que se cuide ;)

Foto: Divulgação.

Foto destaque Divulgação

Quem escreveu

Vanessa Mathias

Data

29 de September, 2019

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Apresentado por

Vanessa Mathias

Seu exacerbado entusiasmo pela cultura, fauna e flora dos mais diversos locais, renderam no currículo, além de experiências incríveis, MUITAS dicas úteis adquiridas arduamente em visitas a embaixadas, hospitais, delegacias e atendimento em companhias aéreas. Nas horas vagas, estuda e atua com pesquisa de tendências e inovação para instituições e marcas.

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Comentários

  • Entusiasmado. Parabéns
    - Antonio Damásio Capoulas

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