Decoding

Tendências dos principais festivais de inovação e criatividade do mundo.

Festivais de música

Os melhores festivais de música do Brasil e do mundo num só lugar.

Fit Happens

Aventura, esporte, alimentação e saúde para quem quer explorar o mundo.

Podcast Jogo do CoP

O podcast Jogo do CoP discute quinzenalmente assuntos aleatórios.

Quinoa or Tofu

Restaurantes, compras, receitas, lugares, curiosidades e cursos. Tudo vegano ou vegetariano.

Rio24hrs

Feito com ❤ no Rio, para o Rio, só com o que há de melhor rolando na cidade.

SP24hrs

Gastronomia, cultura, arte, música, diversão, compras e inspiração na Selva de Pedra. Porque para amar São Paulo, não é preciso firulas. Só é preciso vivê-la.

Valle Nevado

Chicken or Pasta na temporada 2019 do Valle Nevado.

Entrevista: como é viver como um nômade digital, com Angela Mansim

Quem escreveu

Renato Salles

Data

10 de April, 2019

Share

Apresentado por

Se você segue o Chicken or Pasta, você com certeza já deve conhecer a Angela. Ela já escreveu aqui sobre Singapura, Filipinas, Myanmar, Tailândia, e Indonésia. Há alguns anos, ela juntou as trouxas e se mudou do Brasil de vez. Hoje ela mora em um dos destinos desejo de muita gente: Bali.

Estando ali, bem no meio do Sudeste Asiático, a Angela aproveita ao máximo suas oportunidades para viajar pela região. Mas isso não quer dizer que ela só viaje. Como qualquer um de nós, ela tem que trabalhar para sobreviver. Ela e seu companheiro, o Pedro, mantêm um estúdio de design e branding, com clientes no Brasil e na Indonésia. Eu sei, a vida fica mais fácil quando você tem uma praia balinesa ali do lado enquanto resolve problemas corriqueiros. Mas nem só se ondas vivem os nômades digitais: trabalhar remoto quer dizer se organizar, ter horários, rotina, e muita dedicação.

Eu fui então bater um papo com a Angela para entender como foi que aconteceu de ela virar uma nômade digital, o que ela aprendeu com isso nesses anos todos, e quais são as dores e as delícias de chamar de casa o mundo todo.

Treviso, nomadismo digital, entrevista, Angela Mansim

Me conta um pouco da tua história: há quanto tempo você está na estrada, por onde passou, e o que faz.

Tenho 25 anos, beirando os 26 agora em maio. Paulista de interior, valinhense pé de figo roxo. Taurina (para os crentes). A primeira pessoa que me incentivou a viajar foi meu pai, que entendeu que era besteira continuar pagando aulas de inglês sendo que eu tinha “medo de soltar a língua”. Então, meu pai conseguiu guardar um “pézinho de meia” e me perguntou um dia se eu queria viajar para estudar inglês. Até então, eu nunca havia pensado em viajar para outro país. Meu pai me sentou em uma agência da cidade e perguntou para onde eu queria ir. Claro que aquele dia foi um dos melhores da vida. Sai da agência com uma viagem marcada para estudar em Boston, nos Estados Unidos. A ideia veio da referência de uma tia minha que já havia morado lá e também por ser um polo de estudos e ter uma vibe de cidade universitária, com a Harvard, MIT, Boston College, etc. Morei em um dormitório com 50 estrangeiros na Massachusetts Avenue e fiz muitos amigos de diferentes nacionalidades. Depois dessa viagem, é claro que eu nunca mais quis parar de viajar. As possibilidades eram exponenciais.

Assim que voltei, viajei bastante pelo Brasil e decidi que iria escolher a universidade pelo local que eu gostaria de morar durante 4 anos. Uma decisão meio fora do normal, mas que não me arrependo nem um pouco. Afinal, 4 anos é bastante tempo. Prestei São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Publicidade, design, jornalismo, moda, relações públicas. Fui de malas prontas para Florianópolis, onde me formei Bacharel em Design na Universidade Federal de Santa Catarina. Não por acaso, em uma ilha maravilhosa e com uma profissão que sou apaixonadíssima.

A Universidade me rendeu conexões incríveis e, desde o primeiro ano (talvez antes disso), eu já trabalhava na área. Durante a Universidade viajei para a Argentina por causa do design, fiz um voluntariado como professora de artes e inglês em uma escola em Nakhon Pathom, no interior da Tailândia, e conheci Moçambique na África (onde também conheci, através de um amigo, o Pedro, colaborador do Chicken or Pasta). Durante a universidade, trabalhei em estúdios de design e branding em Florianópolis, onde me descobri apaixonada por gerenciamento de marcas. Hoje, digo que sou brand manager das marcas que eu trabalho, cuidando das áreas de comunicação, relacionamento, representação, eventos, enfim, gerenciando todas as interações e conexões de marca. No momento, cuido de marcas no Brasil (São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e marcas na Indonésia (Jakarta e Bali). Mesmo assim, não preciso estar em nenhum lugar específico, posso gerenciar as marcas viajando.

Qual foi o momento de decisão de largar casa e trabalho, para viver sem um lugar fixo? E quais foram os preparativos para colocar esses planos em pé?

A decisão de largar o trabalho e a minha vida estável para ter mais flexibilidade e ser livre para viajar, foi resultado da colisão de muitas referências. Várias ideias surgiram através da minha seleção de leitura. Uma delas, por exemplo, foi o “Mar sem Fim” do Amyr Klink, com uma frase no livro que foi meu divisor de águas: não existe hora certa. O clássico do Tim Ferris fez eu ter muita coragem profissionalmente, o famigerado ‘Trabalhe 4 Horas por Semana‘. E depois que li o ‘Essencialismo: A Disciplinada Busca por Menos‘ do Greg McKeown, minha cabeça explodiu. Mas toda essa vontade começou desde 2015, quando fiz minha primeira viagem para a Tailândia. Percebi que na Ásia as pessoas viviam de outra maneira, com prioridades menos individualistas, tão normais no nosso mundo ocidental. Percebi que eles priorizavam o pensamento em comunidade e voltei para o Brasil com as seguintes perguntas em mente: onde eu quero estar e o que eu quero viver agora?

A Ásia naquele momento mexeu comigo, pois eu queria conviver com pessoas que pudessem me ensinar a enxergar o mundo de outra maneira. Claro que eu não poderia fazer isto presa em um lugar apenas. Meu objetivo foi sempre viver em outras realidades, não apenas viajar. Valorizo o tempo de qualidade nos lugares por onde passo, para entender ao máximo como vivem os locais, não os turistas. Foi assim que começaram meus insights sobre minha profissão, comodidade e sonhos. Perguntas bem simples como estas: Onde eu quero estar? O que eu quero viver? Com quem eu deveria me relacionar? Quem eu quero conhecer? O que eu preciso para viver isso agora?

Para quem vê de fora, parece muito bonita a história, mas é preciso ter um bom plano e dedicar muita energia para fazer tudo acontecer. Apenas as pessoas mais próximas acompanharam essa movimentação. Hoje, por exemplo, me arrependo de não ter planejado melhor. O movimento de levantar âncora durou 1 ano: nos primeiros 6 meses planejei a fuga, nos outros 6 executei o plano. Isto implicou em grandes ajustes no dia-a-dia, como mudar de casa no Brasil para economizar no aluguel e conseguir poupar dinheiro, terminar minhas pendências com a universidade, e até trocar um trabalho que gostava muito por um que me pagaria melhor.

Existem pequenas burocracias, como contratos, contas que precisei fechar, taxas que precisei negociar, assinar procurações para pessoas de minha confiança, enfim… não foi apenas fazer as malas e sair. Além disso, eu e meu companheiro, que embarcou nesta aventura comigo, o Pedro, fizemos juntos uma série de 15 jantares e uma grande festa para amigos próximos. Foi um investimento muito bem feito em despedidas. Hoje, inclusive pela saudade, não me arrependo. Fizemos também um mês de bazares de rua para vendermos tudo que tínhamos. Tudo mesmo: roupas, utensílios de cozinha, móveis, eletrônicos, etc. Só os livros e a Kombi ficaram. Embarcamos com 9 kg de mochila cada um, tudo o que tínhamos na época. Iniciamos a trip saindo de Floripa com destino a São Paulo, onde deixamos a Kombi na casa dos meus pais para pegar o avião.

Treviso, nomadismo digital, entrevista, Angela Mansim

Como você escolhe onde morar? É só uma questão de custo de vida, ou tem outros detalhes importantes para levar em conta? Já teve algum lugar que você esteve que foi uma decepção, e te fez ir embora? Por que?

Eu aprendi a escolher o ‘onde quero morar’ pelo ‘o que quero viver‘. Por exemplo, eu aprecio a vida simples e, uma das coisas pelas quais sou apaixonada é o ecossistema da praia. O mar é o meu parâmetro hoje para decidir onde quero morar. E as possibilidades de ilhas são infinitas ao redor do mundo. Gosto de como o ecossistema da praia se replica globalmente, como por exemplo na simplicidade de viver da cultura da pesca, na reutilização de materiais na construção, o pensamento de viver do mar, no alimento que temos a disposição nestes lugares, enfim, aprendi a me conhecer e a entender o ambiente que me faz feliz. Para mim é importante que o clima permita com que eu viva sempre com roupas leves. Por isso, gosto de viajar para a cidade, mas não cogito nunca morar mais em grandes centros urbanos. Isto, é claro, no meu parâmetro pessoal para escolher onde quero morar.

O custo de vida também é um parâmetro essencial. O dinheiro do meu trabalho precisa render para que eu fique com a consciência tranquila e não tenha que me preocupar com escassez. Isto é muito importante para levar uma vida sem preocupações com o dinheiro, sempre almejei isso financeiramente. Existem muitos lugares no mundo em que posso unir minha paixão pelo mar com um custo de vida baixo: África, Ásia, até mesmo a América do Sul. Decidi viver nestes lugares agora, mas com certeza, já faço planos futuros para, um pouco mais velha, migrar para a Europa ou Oceania.

Sim, já me decepcionei com alguns lugares. A Malásia era um país que eu tinha em mente, mas não consegui me identificar com o local. Da mesma forma, Lombok, na Indonésia, onde pensei que eu iria me estabelecer desde que saí do Brasil. Acho que tem muito a ver com a cultura e os valores do local. Ambos, Malásia e Lombok, são lugares de maioria muçulmana, que tem valores fortes como segurança e ideais um tanto patriarcais. Não me senti confortável nestes lugares por causa da cultura e dogmas religiosos no dia-a-dia, uma das razões pelas quais vim fugida para Bali.

Como é a bagagem de um nômade digital? O que é essencial, e quais foram as coisas que você teve que aprender a viver sem?

Aprendi que o que é essencial para mim com certeza não é para os outros. Mas o que importa para todas as pessoas que querem levar essa vida é aprender a dizer não para o que não é essencial. É importante ser leve. É preciso conciliar o que é necessário para o seu trabalho – por exemplo, para mim, um computador e uma internet de qualidade – com itens pessoais duráveis e inteligentes. Diferente dos viajantes, não podemos coletar e comprar souvenires o tempo todo. Por isso, meu parâmetro é ter apenas o que eu consiga carregar nas costas. Quando lembro de alguém e bate uma saudade, mando apenas um cartão postal.

Acho que vale a pena investir em itens de qualidade ao invés de precisar de quantidade. Minha dica é abrir mão de roupas, pois elas sempre aparecem no caminho se você se desapegar delas. Também recomendaria comprar algumas coisas bem simples e meio doidas a primeira vista, mas que fazem a diferença no caminho. Por exemplo, uma boa faca, um saco estanque, pequenos frascos para líquidos, um adaptador universal de tomadas, elásticos, caderninhos de anotação e uma boa e companheira carteira. Também não me arrependi de selecionar umas três fotos de pessoas importantes para mim e trazer na bagagem. Não é preciso mais do que isso. Toda vez que chego em lugares diferentes, coloco as fotos na geladeira. Parece bobeira, mas eu me sinto em casa em um lugar estranho. Então minha recomendação é: conheça a si mesmo e traga algum item para se sentir em casa.

Como funciona a organização de trabalho? Tem uma rotina? O fuso atrapalha ou ajuda quando você trabalha para o Brasil?

A minha organização do trabalho está sempre em constante aprimoramento. É preciso melhorar processos e investir em boas ferramentas, para que o trabalho alcance cada vez um nível mais alto de qualidade. Já tive contato com metodologias e plataformas diferentes nos meus trabalhos no Brasil como designer, mas quando cheguei na Ásia comecei a estruturar meu processo pessoal e dedicar tempo para ver na prática o que funcionava para mim.

Quando comecei a viajar, meu processo tinha mais cara de freelancer. Eu fazia o atendimento, desenvolvia e entregava (um serviço bem mais de produção). Hoje, já me enxergo como uma empresa. De fato, tenho dedicado energia para formalizar e crescer a minha estrutura de negócio. Por isso, meus processos incluem estratégia, gestão e co-criação com as marcas que trabalho. O que poucas pessoas contam, é que trabalha-se muito para ter esse estilo de vida. Eu não trabalhava tanto assim no Brasil, apesar de sempre fazer freelas extras e ter muita autonomia nos estúdios que trabalhei.

O fuso horário na Ásia ajuda muito, afinal, eu estou sempre no futuro. Para os prazos dos projetos é sempre positivo, sempre tenho no mínimo um dia de revisão para minhas entregas. Também não tenho dificuldades para fazer calls com o Brasil, por exemplo. Consigo sempre me conectar com o horário comercial das empresas, sendo de manhã ou no final do dia. Além disso, sou uma morning person, então começo meu dia sempre vendo o nascer do sol, o que garante um dia longo!

Uma coisa importante de ser dita é: o ser humano precisa de rotina. A gente precisa ter rotina para também curtir o que sai fora da rotina às vezes. Até porque eu não estou fazendo uma viagem de férias, eu estou vivendo em outros lugares. Faço questão de ter hábitos diários e horários que eu mesma estipulo para mim. Isto faz com que eu respeite meus próprios ciclos, como horário de dormir, horário de comer e horário de trabalhar. O meu próprio corpo entende que é hora de focar ou de relaxar. Além de você mesmo respeitar e construir estes hábitos diários, as pessoas vão conhecer e respeitar os teus horários e rotina. Inclusive os clientes.

Minha rotina é quase sempre a mesma: eu acordo antes do sol nascer para cuidar de mim. Faço um alongamento de no mínimo uns 30 minutos, depois faço um café e uma leitura. Antes eu acordava com o celular na mão resolvendo as coisas do trabalho, mas valorizo cuidar de mim nos primeiros minutos do dia. Afinal, se não for assim logo depois que acordo, não vai ser mais tarde. O trabalho pode esperar sempre, é preciso se colocar em primeiro lugar. Se você não estiver bem, o trabalho não vai ser nem um pouco produtivo. É melhor para todos.

Às vezes, depois da leitura, eu faço algo para comer e logo após sento para trabalhar durante a manhã, para ir à praia na parte da tarde. Outros dias, eu vou a praia na parte da manhã e volto para trabalhar a tarde. Quem diz como vai ser o dia é o WindGuru, vai depender de como estiverem as ondas. Tem muitos dias também que trabalho manhã e tarde, depende bastante das pautas do dia. No final de tarde já começo a pensar nas tasks que ficaram para o dia seguinte, assim eu durmo já encarando o que preciso fazer no próximo dia e, muitas vezes, minhas ideias criativas chegam na parte da noite.

Alguns dias cozinho em casa, outros dias saio para comer fora, depende do tempo e energia que tenho à disposição. A alimentação na Ásia é sempre muito barata, mas valorizo muito cozinhar minha própria comida. Considero isto um ato político. Reservo o período da noite para minha vida pessoal, assim como os meus finais de semana (que são sagrados). Inclusive, projetos que ocupam meus finais de semana precisam ser melhor remunerados. Sair da rotina para mim é sair para ver um final de tarde na praia, ir a uma festa a noite, me dar uma folga de um dia inteiro no meio da semana. Isto tudo pode acontecer, o importante é ter responsabilidade com as pautas e saber se organizar.

Treviso, nomadismo digital, entrevista, Angela Mansim

Como é a tua organização com dinheiro? Você mantém a conta no Brasil ou tem conta de outro país? E como fica para receber pelos jobs e o dinheiro chegar até você?

A parte financeira está passando por muitos reajustes, este tem sido um dos focos do momento. Mas, mesmo antes de sair do Brasil, eu já tinha o hábito de fazer um controle financeiro mensal, ao menos da minha conta corrente. Tenho valorizado cada vez mais aprender sobre finanças, afinal, quem tem medo de dinheiro, nunca tem dinheiro. Nada mal para quem tem um pai contador.

É preciso planejar muito bem esta parte financeira com antecedência. Mas, no geral, as pessoas que trabalham remotamente precisam avaliar se vale a pena ou não abrir uma conta no exterior. Tudo vai depender do lugar que pretendem viajar, das demandas da pessoa, do tempo de permanência e do tipo de serviço prestado, são muitas as variáveis. Atualmente, minha contabilidade está toda baseada no Brasil. Mesmo assim, a intenção agora é prospectar novos trabalhos que paguem em dólar americano, o que garante com que o dinheiro renda mais morando na Ásia.

O que você acha que é a melhor coisa de não ter um lugar fixo? E a pior?

A melhor coisa de não ter um lugar fixo é poder recomeçar. Reinventar sua casa, sua vida, seus amigos, até mesmo seu nome. A pior coisa de não ter um lugar fixo, que na verdade também é boa mas é sempre um desafio, é a de não poder se apegar com sua casa, sua vida, seus amigos, até mesmo seu nome.

Quais são seus próximos planos / destinos?

O próximo plano é crescer o nosso estúdio, construído junto com meu companheiro, o Pedro. Estamos pensando em formalizá-lo na Ásia, pelos incentivos e facilidade dos processos. O próximo destino para morar sem dúvida é o Sri Lanka. Apesar de nunca ter pisado lá, tenho aquele sentimento bom de que preciso ir para ficar um bom tempo. Para viajar, os próximos destinos são Taiwan e Laos!


Curtiu a entrevista com a Angela? Então aproveita e ouça também o Jogo do CoP #12. Nessa edição do nosso podcast, conversamos com a Fernanda e o Tiago, do Monday Feelings, que também viajam o mundo a trabalho, e nos contaram muitas outras coisas interessantes sobre a vida como nômade digital.

Está de malas prontas para cair na estrada? Aproveite e conheça o serviço de remessa internacional de dinheiro da Treviso Corretora de Câmbio.

*Fotos: Angela Mansim

Quem escreveu

Renato Salles

Data

10 de April, 2019

Share

Apresentado por

Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

Ver todos os posts

Comentários

  • Emocionada com seu relato, parecia estar ouvindo vc me contar essa história. Muito bom mesmo, deu para perceber que quando a gente está disposto a doar o melhor de nós, as coisas acontecem. Parabéns pela coragem e determinação, existem coisas e atos que sonhamos e temos que lutar para conseguirmos. Parabéns a vcs por terem a ousadia da aventura. Sigam o caminho de vcs assim! Gente de energia boa atrai outras com a mesma energia. Desejo muito sucesso….felicidades, se cuidem…!! Ansiosa esperando outros novos relatos.
    - Edineuza Perego
    • Ah, ficamos super felizes que gostou e se emocionou com o relato. :) A Angela é incrível.
      - Lalai Persson

Adicionar comentário

Assine nossa newsletter

Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.