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Pagando os pecados no caminho para o Cristo Redentor

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

08 de January, 2018

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Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara… o clima no Rio de Janeiro está bem mais tenso do que quando Tom Jobim compôs “Samba do Avião” – mas ainda assim, você tem motivos suficientes para dar um rolé na cidade. As belezas naturais são incomparáveis, o verão tá aí batendo na porta e a iminência de um ano novo pede pra gente se reinventar. Então que tal voltar num ponto turístico do Rio de uma forma diferente? Vamos chegar no Cristo Redentor correndo ou de bicicleta?

Corcovado. Crédito: Fernanda Brandão

Uma floresta no meio da cidade – o Rio não tira pouca onda, não. O Cristo Redentor está a 710m de altitude, no Morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca. Com 3.200 hectares, a Floresta da Tijuca pode ser acessada a partir de diversos pontos das zonas norte, sul e oeste. Há várias opções de caminho e tudo depende da sua disposição. Uma boa relação esforço/benefício é partir da Praça Afonso Viseu (conhecida como Pracinha do Alto): você se poupa das subidas mais duras, aprecia umas paisagens maravilindas, pega sombra a maior parte do tempo e não precisa caminhar taaaaanto assim. Várias linhas de ônibus chegam na Pracinha.

Se precisar, faça um pit stop no posto de gasolina (chame de “Postinho”), que tem banheiro, estacionamento, loja de conveniência e até chuveiro para atender os visitantes da Floresta da Tijuca. Dali, pegue a Estrada do Redentor toda a vida. É subida, desculpe – mas se quem não morre não vê Deus, quem não sobe não vê o Cristo Redentor. São cerca de quatro quilômetros até a bifurcação para a Estrada do Sumaré, o ponto mais alto da cidade. A partir daí, o caminho de mais ou menos cinco quilômetros fica bem mais suave: a inclinação é quase imperceptível, há vários mirantes pelo caminho e duas ou três quedas d’água para se refrescar. As ruas e estradas do Parque Nacional da Tijuca são vias compartilhadas: a velocidade máxima é de 40km/h e sempre tem muita gente caminhando ou pedalando. As Paineiras – trecho entre a bifurcação e o centro de visitantes do Corcovado – é uma área de lazer, fechada para veículos aos domingos. Enjoy the ride.

Luciana Guilliod na correria. Foto: Fernanda Brandão

Depois de ficar desativado por décadas, o Hotel Paineiras virou o ótimo Centro de Visitantes, criado em 2016 para organizar a chegada por via rodoviária ao Corcovado. Não é o seu caso, mas aproveite a oportunidade para dar uma olhada na exposição interativa sobre a Floresta, beber água e babar mais nos visuais maravilhosos do Rio. Para estômagos mais furiosos, há ainda uma filial do Burger Joint e um restaurante que serve um buffet de pratos brasileiros para o almoço.

A estrada para o Corcovado.

Você estará a apenas dois quilômetros dos pés da estátua, mas vai dividir o espaço com as vans que levam os visitantes ao Cristo. As subidas desafiam até mesmo quem está bem condicionado, mas depois de percorrer 10km, a sensação de dever cumprido é indescritível. Se quiser fechar o passeio com chave de ouro, compre seu ingresso online ou no Centro de Visitantes. A entrada custa de R$ 26,00 na alta temporada, finais de semana e feriados.

*Foto destaque: Cristo Redentor por Robert Nyman – Unsplash

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

08 de January, 2018

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Luciana Guilliod

Carioca da Zona Norte, hoje mora na Zona Sul. Já foi da noite, da balada e da vida urbana. Hoje é do dia, da tranquilidade e da natureza. Prefere o slow travel, andar a pé, mala de mão e aluguel de apartamento. Se a comida do destino for boa, já vale a passagem.

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