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O que acontece com o corpo durante uma viagem de avião?

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

06 de August, 2018

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Mais do que ser capaz de voar, ter visão de raios-x, mais até do que comer sem engordar, meu superpoder preferido sempre foi o teletransporte. Você não estaria lendo esse post se não fosse tarado por viajar, assim como eu, e temos como objetivo de vida conhecer novos lugares. Mas convenhamos: cabines pressurizadas, poltronas apertadas e jet lag são capazes de derrubar até o mais forte dos superheróis. O que acontece com o corpo durante uma viagem de avião?

O interior dos aviões é muito louco. Num voo, a umidade é mais baixa que em alguns desertos mais secos do mundo, a pressão do ar é semelhante à do topo de uma montanha de 2,4 mil metros, e o ar bombeado para dentro da aeronave chega a temperaturas inferiores a 10°C, de modo a contrabalançar o calor gerado por todos os corpos e eletrônicos a bordo. A redução da pressão do ar durante um voo também pode diminuir a quantidade de oxigênio no sangue entre 6% e 25%. Em condições normais, essa queda já levaria muitos médicos a administrar oxigênio suplementar a seus pacientes.

Mas as viagens longas de avião são um mal necessário. O que rola com o nosso organismo dentro de um avião e como podemos nos sentir melhor após uma noite na classe econômica?

O que acontece com o corpo durante uma viagem de avião

O paladar se altera

A infame comida de avião não é ruim só por culpa do catering. O ar seco pode evaporar o muco nasal e a pressurização da cabine tende a inchar as membranas, que diminuem a percepção do doce e do salgado em até 30% e fazem com que nossas papilas gustativas adormeçam, de acordo com um estudo de 2010 encomendado pela Lufthansa. Você nem percebe, mas as refeições a bordo são mais carregadas no tempero que seriam em terra firme.

Como combater: num voo longo, pense na comida de avião mais como uma distração que um momento gastronômico. Refeição de verdade você fará no seu destino.

Aproveite o momento da refeição para beber muita água, pois a umidade do ar dentro do avião é de menos de metade do ideal. A vantagem é que você irá mais ao banheiro, o que estimula a circulação sanguínea, sobre a qual falaremos em seguida.

As pernas incham

Ficar muito tempo sentado faz com que o sangue se acumule nas pernas e nos pés. Quando o sangue migra das veias para os tecidos ao redor, seus pés ficam parecendo o pãozinho do jantar. Além do inchaço, o acúmulo de sangue aumenta o risco de trombose para quem tem predisposição a tal.

Como combater: mesmo em outros meios de transporte, se você souber que ficará imóvel por mais de duas horas, use meias com compressão de 20-30 mm. Pergunte ao seu médico qual a mais indicada no seu caso. Além disso, dê uma ajuda para seu corpo levar o fluxo sanguíneo em direção ao coração ao flexionar os pés, esticar as pernas ou contrair os músculos das panturrilhas. Esses movimentos também aumentam os níveis de oxigênio, combatendo a fadiga.

O que acontece com o corpo durante uma viagem de avião
Mexa-se sempre que possível

Ah, o jet lag

Fisiologicamente, o jet lag é a alteração do ritmo circadiano devido às diferenças de fuso horário sofridas pelo organismo. Na prática, você chega ao destino com cansaço, sonolência, dificuldade para dormir, irritabilidade e incompatibilidade entre a fome e os horários das refeições. Quanto mais longo o voo, maior o jet lag.

Como combater: se puder, inicie a adaptação ao novo horário uns três dias antes da viagem. Lembre-se que seu corpo vai inchar, então para facilitar o sono, use roupas confortáveis, maleáveis e sapatos fáceis de calçar – às vezes levo um par de meias velhas para ficar circulando no avião.

Tente não ingerir bebida alcoólica e café, antes e durante o voo. Os baixos níveis de pressão e umidade do ar também podem ampliar os efeitos do álcool e da ressaca. Já demos umas diquinhas do que fazer quando você estiver no seu destino e o sono não vier.

As emoções ficam à flor da pele

Um estudo realizado pelo aeroporto de Gatwick, em Londres, revelou que 15% dos homens e 6% das mulheres afirmaram ficar mais emotivos quando assistem a um filme durante um voo do que em casa. Os voos alteram nossos sistemas imunológicos e há uma correlação entre aumento na inflamação gerada pela resposta imunológica e depressão. Ou seja, ao voar não só ficamos mais vulneráveis a infecções, mas também mais propensos a oscilações de humor.

Como combater: faça as malas com antecedência, confira o check list e chegue cedo no embarque para evitar preocupações, porque os níveis de ansiedade podem aumentar com a deficiência de oxigênio da cabine. Mas se as lágrimas vierem, abraça. Se viajar não servir pra gente se emocionar, serve pra que?

*Foto do destaque – Pexels

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

06 de August, 2018

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Luciana Guilliod

Carioca da Zona Norte, hoje mora na Zona Sul. Já foi da noite, da balada e da vida urbana. Hoje é do dia, da tranquilidade e da natureza. Prefere o slow travel, andar a pé, mala de mão e aluguel de apartamento. Se a comida do destino for boa, já vale a passagem.

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Comentários

  • O importante é viajar.Tudo vale a pena.
    - Regina Vilma Guilliod

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Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.