Viagem

Um bate-volta em Colônia do Sacramento

Quem escreveu

Dani Valentin

Data

24 de November, 2017

Share

É impossível não se apaixonar pela pequena Colônia do Sacramento. A cidade, que fica pertinho de Buenos Aires e Montevideo, esbanja charme, tranquilidade e acaba conquistando todo mundo que ali passa. É uma das cidades mais visitadas no Uruguai e dá tranquilo para fazer um bate-volta de um dia, tanto da capital argentina quanto da uruguaia. Ali dá para comer bem, conhecer um pouco mais de história, beber e relaxar. É uma viagem no tempo.

A História

Colônia tem origem na cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento que foi fundada em 1680 a mando do Império Português. A verdade é que a coroa tinha interesse em estender as fronteiras da sua colônia até o Rio da Prata, já que a região ficava em um ponto estratégico para o comércio entre as terras americanas da Espanha e Portugal.

Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin

É claro que a soberania por essa área não foi pacífica e o local passou parte de sua história pertencendo a Portugal e parte pertecendo a Espanha. Em 1750, depois de muita disputa, o Tratado de Madrid estabelecia que Portugal devolvesse Colônia do Sacramento para a Espanha. Eles teriam, em troca, o território do Sete Povos das Missões, hoje no Rio Grande do Sul. Porém, a região voltou de novo ao domínio português em 1817, quando o Uruguai foi incorporada por Portugal ao Brasil. Continuou conosco com a nossa independência em 1822 e logo depois, em 1828, virou parte do Uruguai, que por sua vez adquiriu sua independência.

Como chegar

De Montevideo

A capital uruguaia tem ônibus diariamente e em vários horários para Colônia. A maioria sai do terminal Tres Cruces e a viagem dura entre 2 horas e meia a 3 horas. Dá para comprar na hora, é bem tranquilo já conseguir lugar no próximo ônibus.  Se preferir reservar, dá uma olhada aqui ou aqui.

De Buenos Aires

A cidade fica na margem oposta do Rio da Prata da capital argentina. Existem 3 empresas de barcos (buques) que operam no trajeto e o percurso pode levar de 1 hora a 3 horas, dependendo da velocidade do seu barco. Você pode até ir com seu carro em algumas delas. Dá também para comprar na hora ou reservar antecipadamente aqui, aqui ou aqui.

O que fazer por lá

Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin

Não dá para começar a falar de Colônia sem falar do seu centro histórico. A entrada principal é o Portón de Campo, um portão e uma ponte movediça que foram construídos pelos portugueses – junto com uma muralha – para defesa contra invasões. Existe faz 270 anos e teve parte restaurada nos anos 70. Entrando ali, é uma aula de história. Uma das melhores coisas, na minha opinião, é passear livremente pelas ruas do centro antigo, apreciar a arquitetura e absorver toda informação que encontramos por lá.

Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin

Uma das ruas mais antigas da cidade é a Calle de los Suspiros. Ali dá para encontrar casas típicas portuguesas e espanholas, e a rua tem pavimentação original. Existem 3 teorias para o nome: uma é que uma moça esperando o amado foi morta ali; outra, que era o caminho de condenados à morte; e a última, é que era uma rua de prostituição, sendo os homens suspiravam pelas mulheres que ali trabalhavam.

Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin

Para quem quer ver museu, o centrinho tem alguns pequenos, como o Museu do Azulejo, o Museu Português ou o Museu Municipal. Vale ainda super a pena ir na Plaza Mayor, a principal da cidade e que acolhe o farol que é retrato de lá. O farol foi concluído em 1857 e tem 118 degraus até seu topo, que aliás dá para subir e apreciar a vista. Por último, dá para aproveitar o calçadão de praia da cidade. Se preferir, rola até alugar uma bicicleta.

Se resolver almoçar por lá a nossa dica é o Charco Bistró, que fica no hotel de mesmo nome. Não é dos lugares mais baratos, mas a comida e a vista do local valem a pena, além de ficar bem na costa do rio.

Charco Bistró. Foto: Dani Valentin
Charco Bistró. Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin
Foto: Dani Valentin

Quem escreveu

Dani Valentin

Data

24 de November, 2017

Share

    Adicionar comentário

    Assine nossa newsletter