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Rio de Janeiro, além do bondinho e do Cristo Redentor

Quem escreveu

Kamille Viola

Data

05 de February, 2018

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Que tal subir o Pão de Açúcar de uma forma diferente? Se quiser economizar no bondinho, dá pra subir o Morro da Urca (o primeiro, o mais baixo), numa trilha fácil até para sedentários. É só pegar a pista Claudio Coutinho, que, no meio dela, parte a trilha. É íngreme, mas não leva meia hora. Ao sair de lá, você pode fazer uma caminhada agradabilíssima pelo bairro, ao lado da Baía de Guanabara, até o Bar Urca, do lado do Forte. O atendimento é padrão Rio, onde você se estapeia por um autosserviço, mas a cerveja de garrafa é gelada e os petiscos são honestos. Não há nada mais carioca que uma cerveja na muretinha da Urca.

Seja pedalando, correndo ou caminhando, uma volta pelo Alto da Boa Vista e Floresta da Tijuca é um ótimo exercício. Embora seja uma estrada comum, que serve para interligar pontos da cidade, é um dos poucos lugares onde há mais bikes do que carro. Se você tiver uma bicicleta com marchas (que dá pra alugar na galeria River, no Arpoador) pode fazer o seguinte passeio: Ipanema/Jardim de Alah/Lagoa/lateral do Jardim Botânico/Horto/Vista Chinesa/Mesa do Imperador. Parece muito, mas dá uns 12 km (com inclinação de 10% na subida para a Vista). Tem até onde parar o carro, mas a graça é justamente chegar na maior floresta urbana do mundo com suas próprias pernas. Da Mesa do Imperador você pode seguir para as Paineiras e se refrescar em um cano como os cariocas insistem em chamar de cachoeira, mas não deixa de ser uma delícia.

Um passeio longe, mas incrível, é o sítio Roberto Burle Marx. Hoje lá é um Centro de Estudos de Paisagismo, Botânica e Conservação da Natureza no Maciço da Pedra Branca, extremo oeste da cidade. Porém a paisagem parece tirada de um conto de fadas. Casa de Burle Marx de 1973 até 1994, tem um acervo botânico e paisagístico que inclui cerca de três mil e quinhentas espécies cultivadas, com ênfase em plantas tropicais próprias do Brasil. É reconhecido como uma das mais importantes coleções de plantas vivas existentes no mundo. Estrada Roberto Burle Marx, 2.019 – Barra de Guaratiba. Tel: (21) 2410-1412

O Boulevard Olímpico. Foto: Alexandre Macieira/Riotur

A recém-reformada Praça Mauá abriga o MAR e o Museu do Amanhã, que já citamos acima no “para inspirar”, então você pode aproveitar para ver os dois no mesmo dia. Em seguida, vale a pena passear pelo Boulevard Olímpico, como ficou conhecida a Avenida Rodrigues Alves depois da reforma que derrubou o Viaduto da Perimetral e devolveu a orla para a Região Portuária, batizada de Orla Conde. No boulevard, está o grafite ‘Etnias’, conhecido como Mural do Kobra (nome de seu autor), maior grafite do mundo segundo o ‘Guiness’. Os antigos armazéns foram todos reformados e frequentemente abrigam eventos. Ali do lado, tem o Morro da Conceição onde você pode almoçar ou comer uns petiscos, por exemplo, no Imaculada. Mais para frente, os Jardim Suspenso do Valongo, uma construção paisagista do Rio antigo recuperada e que faz parte do Circuito Histórico da Herança Africana: estudos e escavações arqueológicas trouxeram à tona a importância histórica e cultural da Região Portuária do Rio de Janeiro para a Diáspora Africana e a formação da sociedade brasileira. A Pedra do Sal, considerada um dos berços do samba, é outro ponto importante desse circuito. A região foi a mais beneficiada pelas Olimpíadas na cidade.

A 50 minutos do Rio de barco, a ilha de Paquetá, bairro que faz parte da região central da cidade, era badalada nos anos 70 e 80 voltou a ser frequentada pelos cariocas de outros bairros de 2013 para cá, quando uma festa junina atraiu centenas de pessoas até lá. Com 4.500 habitantes, um ar bucólico e sem circulação de carros, hoje a ilha tem um bloco de carnaval bombado, o Pérola da Guanabara (que é um dos apelidos de Paquetá), a festa de São João segue concorrida e diversos outros eventos pipocam aqui e ali. Além disso, moradores da região resolveram abrir suas portas para visitação de ateliês e almoços ou jantares. Para saber mais detalhes, vale conferir este post que publicamos em 2017.

Quem escreveu

Kamille Viola

Data

05 de February, 2018

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Kamille Viola

Kamille Viola é jornalista cultural, apaixonada por música, comida e viagens. Adora mostrar cantos menos conhecidos do Rio para quem vem de fora - e quem é da cidade também. É daquele tipo de gente para quem escrever não é uma escolha: é a única opção.

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