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As boas do carnaval 2018 no Rio de Janeiro

Data

08 de February, 2018

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Eco Samba – Carnaval no Parque

Vista do Outeiro da Glória | Foto: Pedro Kirilos/Riotur

Novidade na folia deste ano. Ponto histórico na Zona Sul, o Parque Municipal do Outeiro da Glória acaba de ser reinaugurado com uma vasta programação momesca. Mas sem a confusão das ruas. A ideia do evento, ressaltam os organizadores, é proporcionar um carnaval com conforto – leia-se: “com lugar para sentar, banheiro, gastronomia variada e vento no rosto”. Na sexta, o grupo Enxota Que Eu Vou divide a festa com a roda de samba feminina Pede Teresa. No sábado, é a vez do Filhos de Gandhi subir ao palco com o Pagode do Time de Crioulo. No domingo, os coletivos Arteiros da Glória e Moça Prosa fazem o som. Na segunda, a batucada fica por conta de Os Siderais e da roda Sambastião. A farra só acaba na terça, com apresentação do Fuzuê de Aruanda e da Roda de Samba da Pedra do Sal. Maravilha.

Eco Samba – Carnaval no Parque. Sexta-feira (09.02) a terça-feira (13.02), do meio-dia à meia-noite. Ingressos gratuitos.
Parque Municipal do Outeiro da Glória. Rua do Russel, 90 – Glória.

Bloco To Be Wild

Integrante do Bloco To Be Wild | Foto: Lorena Salum

Surpresa em 2017, o cordão que mistura clássicos do rock e do metal prova que veio para ficar. O repertório inusitado, tocado em ritmo de carnaval, inclui  canções de Motorhead, Red Hot Chilli Peppers, Iron Maiden, SOAD, Nirvana, AC/DC, Offspring e Black Sabbath. Uma mistura que dá liga. E gosto.

Bloco To Bem Wild. Sexta-feira (09.02), às 22h. 
Praça XV, s/nº – Centro.

Céu na Terra

Desfile do bloco Céu na Terra, em Santa Teresa | Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Taí um carnaval de raiz. Só mesmo quem realmente curte a folia das ruas tem disposição para madrugar e encarar a farra logo que o sol raia, sobre as ladeiras de Santa Teresa. Aos iniciantes nessa brincadeira gostosa, o bloco é um bom jeito de quebrar julgamentos errados sobre a festa momesca. O desfile de aquecimento, na última semana, correu tranquilamente. Sem confusões. Sem perrengues. Delícia!

Céu na Terra. Sábado (10.02), às 7h.
Largo dos Guimarães, s/nº – Santa Teresa.

Cordão do Boitatá

É inacreditável o fato de o bloco não figurar na lista oficial pleiteada pela prefeitura. Mas isso não importa: um dos desfiles mais tradicionais da cidade, o cordão foi responsável pela revitalização do carnaval de rua do Rio na década de 90, quando a farra sobre as calçadas andava a passos murchos. No repertório, marchinhas clássicas. Nos corpos, as fantasias mais criativas do Rio. (O curta-metragem acima dá um bom panorama sobre a história do grupo).

Cordão do Boitatá. Domingo (11.01), às 11h.
Praça XV, s/nº – Centro.

ON/DA – Unidos da Sarração

Festa ONDA faz sua estreia no carnaval carioca | Foto: Filipe Marques/IHateFlash

Em sua estreia no carnaval carioca, a festa de música eletrônica mantém a maré misteriosa: apenas a data e o horário do bloco foram divulgados pelos organizadores. Para descobrir o local, só acionando os contatinhos quentes do WhatsApp. Polêmica? Segregação? Talvez. Ainda assim, a festa-bloco deve ferver…

ON/DA – Unidos da Sarração. Segunda-feira (12.01), às 18h.
O local secreto não foi divulgado pelos organizadores. 

Orquestra Voadora

Trezentos instrumentistas, 120 pernaltas e um público estimado em 80 mil foliões. Misture tudo isso e você chegará à Orquestra Voadora, bloco obrigatório para quem vem ao Rio pela primeira vez no carnaval. Os cariocas que não largam a cidade (por nada) em fevereiro pensam o mesmo: ainda que o sol esteja escaldante, não dá para perder o desfile que arrasta multidões de crianças, jovens e velhos no Aterro do Flamengo.

Desfile de Carnaval da Orquestra Voadora. Terça-feira (13.02), às 15h.
Aterro do Flamengo, na altura do MAM. Avenida Infante Dom Henrique, s/nº – Centro.

Saymos do Egyto

Diante da exclusão do bloco Viemos do Egyto da lista oficial da prefeitura, um grupo decidiu que era a hora de mostrar a força dos faraós no Rio. Dessa vez, o desfile descolado – que agrega não só egípcios, mas gregos e troianos, paulistanos e cariocas, gays e héteros, cis e trans – instiga cantos de protesto por uma cidade mais plural. Será um espaço ideal para dançar. E gritar. E pular. E dar pinta, por que não? Isso é o que exaltam os organizadores, na contramão de quem criticou o cordão, em 2017, por reunir apenas um público gay dentro dos padrões de beleza hegemônicos.

Manifesto! Saymos do Egyto. Terça-feira (13.02), às 23h.
Praça Tiradentes, s/nº – Centro.

Peraí, que tem mais

Bloco das Carmelitas. Sexta-feira (09.02), às 13h
Concentração na esquina da ladeira de Santa Teresa com a Rua Dias de Barros – Santa Teresa.

Cordão do Prata Preta. Sábado (10.02), às 16h.
Praça da Harmonia, s/nº – Gamboa.

Toco-Xona. Domingo (11.02), às 10h.
Aterro do Flamengo, na altura do antigo Porcão Rio’s – Flamengo.

Exagerado e Toca Rauuul!. Domingo (11.02), a partir do meio-dia.
Praça Tiradentes, s/nº – Centro.

Marcha Nerd. Domingo (11.02), às 14h.
Praça Xavier de Brito, s/nº – Tijuca.

Afoxé Filhos de Gandhi. Domingo (11.02), às 17h.
Praça da Harmonia, s/nº – Gamboa.

Bloco Virtual. Segunda-feira (12.02), às 8h30.
Praça Almirante Júlio de Noronha s/nº – Leme. 

Dinossauros Nacionais. Segunda-feira (12.02), ao meio-dia.
Largo São Francisco de Paula, s/nº – Centro.

Rio Maracatu. Terça-feira (13.02), às 8h.
Praia de Ipanema. Avenida Vieira Souto, na altura do Posto 8 – Ipanema.

Cardosão de Laranjeiras. Terça-feira (13.02), às 11h.
Quadra do Cardosão. Rua Cardoso Júnior, 422 – Laranjeiras.

Me Enterra na Quarta. Quarta-feira (14.02), às 17h30.
Praça Odílio Costa, s/nº – Santa Teresa.

Data

08 de February, 2018

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Filipe Isensee e Gustavo Cunha

Filipe nasceu em Salvador, mudou-se aos 9 anos para Belo Horizonte e, aos vinte e poucos, decidiu encarar o Rio de Janeiro. Há quatro anos conheceu Gustavo, cria da capital fluminense. Jornalistas culturais, gostam de receber amigos em casa e ir ao cinema. Cada vez mais são adeptos de programas ao ar livre - sempre que podem, incluem no passeio Chaplin, esperto vira-lata adotado há um ano.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.