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24 horas em Santo Domingo, na República Dominicana

Quem escreveu

Jo Machado

Data

11 de March, 2020

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Guia com tudo o que fazer em Santo Domingo, a capital da República Dominicana, em apenas 24 horas.

Pra começar o assunto, uma dica bem simples: quando você receber um e-mail daquele site famoso de destinos, com promoção de passagens para Punta Cana, não desdenhe ou hesite. Aproveite! A República Dominicana é um paraíso e tem muuuuuita coisa bacana pra fazer, dentro e fora do circuito turístico padrão do mar do Caribe. Acredite!

Entardecer na Zona Colonial de Santo Domingo, República Dominicana - Foto: Jo Machado
Entardecer na Zona Colonial de Santo Domingo, República Dominicana – Foto: Jo Machado

Começando por Santo Domingo, a capital da República Dominicana, considerada a primeira cidade das Américas. E vou te contar, Colombo foi muito espertinho em descer suas âncoras por lá. Eita cidadezinha que me surpreendeu! É um misto de história, com belezas naturais e muita piña colada. E para curtir Santo Domingo, não precisa de muitos dias, não. Fazer aquele stop over de 24 horas, antes de seguir viagem para alguma das lindíssimas praias do país, já vale a pena.

Tente se hospedar na Zona Colonial ou proximidades. É por lá que ficam os pontos turísticos-históricos mais famosos da cidade, os hotéis mais descoladinhos e restaurantes bem dominicanos. E é dessa região que vai partir esse mini-guia de 24 horas em Santo Domingo. Bora dar uma voltinha pela capital dominicana?!

Comece seu dia aplicando protetor solar! Por lá a radiação solar não perdoa e, conforme o dia segue, o calor aumenta e é facinho pegar um torraço. Então reaplique sempre que necessário.

Estátua de Cristóvão Colombo no Parque Colón - Foto: Jo Machado
Estátua de Cristóvão Colombo no Parque Colón – Foto: Jo Machado

Agora é hora de se alimentar para ter energia para caminhar pela Zona Colonial. Tomar um bom café da manhã em Santo Domingo não é problema. A República Dominicana tem uma produção de café – e cacau! – bem expressiva, então se você espera tomar um bom café no seu desjejum, não será problema.

No Affogato Café, o café da manhã tem preço justo e comida bem servida, feita no local, com ingredientes frescos e locais. O menu tem opções variadas de café da manhã e brunch, além de diversos grãos de café, extraídos de diversas maneiras. É levemente turístico, mas não assusta.

Affogato Café, Santo Domingo, República Dominicana
Affogato Café – Foto: Divulgação

De barriguinha cheia, hora de começar a desbravar da Zona Colonial e, consequentemente, a história da chegada de Colombo ao continente americano.

Museo de Las Casas Reales – Foto: Mario Duran-Ortiz – Flickr

Andando calmamente pelas belas ruas da região, você deve parar para conhecer o Museo de Las Casas Reales, que fica em dois lindos palácios construídos no século XVI pela Coroa Espanhola. Por lá você vai encontrar grande acervo material da história dominicana, desde o ano de 1492 até sua primeira independência em 1821, além de relatos e objetos que narram as viagem de Colombo. Sem falar dos prédios em si, que são de uma exuberância arquitetônica incrível.

Vale também uma passada pelo Parque Colón, dedicado ao grande navegador. A praça exibe uma grande estátua de Cristóvão e ao seu redor, diversos cafés e bares disputam a sombra das árvores num clima bem local. Por ali, vale uma visitinha rápida à loja e fábrica de charutos Caoba. Mesmo que você não fume, é muito bacana assistir o passo-a-passo da confecção de um charuto.

Calle de las Damas, em Santo Domingo, República Dominicana - Foto: Jo Machado
Calle de las Damas, em Santo Domingo, República Dominicana – Foto: Jo Machado

Seguindo a caminhada, vamos em direção às margens do Rio Ozama, que corta a cidade, e onde ficam outros pontos legais para conhecer. A Calle de las Damas, a primeira rua calçada das Américas, se conecta diretamente ao palácio Alcazar de Colón na Praza de España, e recebeu esse nome pois era palco dos passeios de María de Teledo e suas damas vindas da Espanha.

Na sequência, vale parar na Fortaleza Ozama, a primeira fortaleza das Américas, e no Panteão Nacional, local de descanso de diversos heróis nacionais da República Dominicana.

Plaza de Espanã com Alcázar do Colón ao fundo - Foto: Jo Machado
Plaza de Espanã com Alcázar do Colón ao fundo – Foto: Jo Machado

E existem muitos outros lugares históricos a se conhecer na Zona Colonial e em toda Santo Domingo. Essas são algumas dicas extras que valem a visita: A Catedral de Santo Domingo, a Casa de Tostado, o Centro Cultural de Las Comunicaciones, o Malecón e a belíssima – e badalada – Plaza de España,

E já que foi mencionada a Plaza de España, é por lá que vamos almoçar antes de seguirmos nosso passeio. A praça é cheia de restaurantes charmozinhos, obviamente com uma pegada bem turística. A escolha do restaurante fica ao critério de cada um. Eu sugiro o Pat’e Palo, que tem um clima meio pirata chique, com menu bem vasto e frutos do mar fresquinhos. Assim como todos os outros restaurantes e bares na Plaza de España, o visual é o prato principal.

Final de tarde no Pat’e Palo, na Plaza de España – Foto: Divulgação

Ah! E ali pertinho, menos de um quarteirão, fica o Museo del Ron y la Caña. Caso você queira saber mais da história da bebida mais famosa do Caribe e/ou dar aquela calibradinha antes de seguir viagem, fica a dica! ;)

Bueno, alimentados, hora de seguirmos para o outro lado do rio, rumo ao Farol a Colón e aos Parque Nacional Los Tres Ojos.

Farol a Colón - Foto: Jo Machado
Farol a Colón – Foto: Jo Machado

A primeira parada é o Farol de Colombo. Uma construção faraônica em homenagem ao desbravador italiano. Sim, ele era italinao! Construído em forma de cruz, o Farol tem cerca de 800 metros de comprimento e 35 metros de altura, e serve como mausoléu e museu. O farol foi projetado pelo arquiteto escocês Joseph Gleave e foi construído durante o governo do presidente Joaquín Balaguer como uma forma de comemorar o 500º aniversário da chegada de Colombo à ilha.

Quando ligado, 157 luzes formam uma cruz no céu, que pode ser vista a aproximadamente 64 quilômetros de distância. Mas por sugar muita energia e causar falhas no fornecimento de energia na vizinhança, essas luzes só são ligadas em momentos especiais. Pra ter uma idéia, essas luzes podem ser vistas de outras ilhas caribenhas, como Porto Rico.

Farol a Colón, Santo Domingo, República Dominicana
Vista interna do Farol a Colón – Foto: Divulgação/GoDominicanRepublic.com

Mas a grande controvérsia do Farol não são as luzes, e sim os restos mortais de Cristovão Colombo. Autoridades dominicanas afirmam que eles repousam no mausoléu dentro do Farol. No caminho contrário, a Espanha comprovou por meio de análises genéticas que parte dos restos mortais de Colombo repousam na Catedral de Sevilha. Na dúvida, a Republica Dominicana não permitiu que os mesmos exames fossem feitos nos restos mortais que estão do Farol. Ou seja, não há certeza científica se os restos mortais do Cristovãozinho estão divididos ou se os que repousam no Farol são de outra pessoa. Mistéeeeerio!

Bom, deu de história né? Por mim, chega de Colombo! Bora colocar um pouco de natureza e um cadinho de azul nesse dia. Mas ainda não é azul do mar do Caribe, calma!

Parque Nacional Los Tres Ojos - Foto: Jo Machado
Parque Nacional Los Tres Ojos – Foto: Jo Machado

Próxima parada, Parque Nacional Los Tres Ojos. Para mim , essa foi a melhor atração de Santo Domingo. O parque fica dentro da cidade, cerca de uns 20 minutos da Zona Colonial, e abriga três lindos cenotes, de águas azuis que hipnotizam pela beleza. A vontade se jogar é quase mais forte que a lei que proíbe banhos no local. É difícil segurar, mas é preciso.

O nome afirma que são três os olhos, mas na verdade são quatro. Esse último, acessível somente por um pequeno barco, que entra por trás da rocha e revela a beleza dessa quarta lagoa. A escadaria que dá acesso aos cenotes parece longa e cansativa, principalmente por conta do calor e da umidade caribenha, mas não desista. O frescor das cavernas, o silêncio e a beleza das águas vale cada degrau, cada gota de suor.

Parque Nacional Los Tres Ojos, Santo Domingo - Foto: Jo Machado
Parque Nacional Los Tres Ojos – Foto: Jo Machado

Só vale anotar essa dica: prepare-se para os vendedores de souvenires. Eles são um tanto incisivos e às vezes, mas só às vezes, invasivos e ríspidos. Leve na esportiva, não se desgaste. ;)

Vistas essas belezas, hora de voltar à Zona Colonial para um drinque ao entardecer numa charmosa casa colonial. Partiu para o Lulú Tasting Bar!

Se a idéia não for se jogar numa noite caribenha, pode-se continuar no Lulú e pedir comidinhas para acompanhar os bons drinques. Por lá eles servem muita coisa gostosa, vale a pena.

Cor, música, dança, rum e animação, não faltam no Jalao – Foto: Divulgação

Agora, se a idéia for um jantar com pratos típicos e cair de cabeça nos ritmos latinos, a gente parte para o Jalao, que fica há poucos metros e junta comida, dança, bebidas e música caribenhas. Só não vale ficar só assistindo, viu? Tem que se jogar na pista!

Cansou??

* Foto destaque: GoDominicanRepublic.com

Quem escreveu

Jo Machado

Data

11 de March, 2020

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Jo Machado

O Jo é do tipo que separa pelo menos 30% do tempo das viagens para fazer o turista japonês, com câmera no pescoço e monumentos lotados. Fascinado pelas diferenças culturais, fotografa tudo que vê pela frente, e leva quem estiver junto nas suas experiências. Suas maiores memórias dos lugares são através da culinária, em especial a comidinha despretensiosa de rua. Seu lema de viagem? Leve bons sapatos, para agüentar longas caminhadas e faça uma boa mixtape para ouvir enquanto desbrava novos lugares. Nada é melhor do que associar lindas memórias à boas canções.

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