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SXSW Edu 2019 - O que rolou

Quem escreveu

salve tribal

Data

11 de March, 2019

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Apresentado por

Chegou ao fim a nona edição do SXSW Edu, evento que reuniu, de 4 a 7 de Março, em Austin (a efervescente e singularíssima capital do Texas) mais de 15 mil interessados – professores, alunos, gestores escolares e intelectuais – para ver de perto o que está acontecendo de mais bacana mundo afora no campo do ensino, além de espiar as novas tendências e caminhos da educação.

Reconhecido mundialmente como o maior festival de inovação, o já consagrado SXSW empresta sua fama e curadoria para tratar, na versão educação, dos temas mais em pauta nas rodas de conversa de educadores do mundo todo: desde questões políticas, passando por grade curricular, formação de professores até, como não podia deixar de ser, a tecnologia, marca registrada do SXSW. No entanto, foi curioso observar que, em muitas mesas e sessões, a outrora aclamada Edtech não foi tão enaltecida como de costume: “Eu não acredito que a tecnologia vá dominar tudo. Ela amplifica, multiplica o que fazemos, cura doenças. Mas também permite que a gente destrua uns aos outros e destrua o meio ambiente. Se não ensinarmos amor, compaixão e ética, não teremos feito nosso trabalho como educadores” afirmou Patrick Awuah Jr., fundador da Ashesi University. A plateia aplaudiu entusiasmada, mostrando total apoio ao premiado educador africano. E ele completou: “Não podemos rebaixar as Humanidades, as Ciências Sociais e Artes em relação à Tecnologia. O que é beleza? Em que tipo de sociedade queremos viver? Esses questionamentos, uma aula de STEM não pode responder”.

Uma palestra destaque foi da Jennifer Gonzalez em construir escolas excepcionais:

Outros temas controversos foram tocados nas palestras: como garantir o discurso livre nas escolas e universidades; como receber e tratar os alunos transgênero; as defasagens na inclusão dos alunos autistas; formas não convencionais de ensino; educação bilíngue a alunos imigrantes; acesso dos negros às universidades; o futuro dos livros didáticos; a proliferação (e real utilidade) da tecnologia em sala; a violência e insegurança nas escolas; como garantir a motivação dos professores e alunos, etc. Reflexões e conteúdo de sobra para levar de volta pra casa e trabalhar ao longo de todo o ano.

Os encontros do festival

Fora a sua grade convencional, apresentada nas salas do Austin Convention Center e no Hilton Hotel, o SXSW Edu acontece, informal e espontaneamente, pelas esquinas do festival: no papo na fila, nas mesas de cafezinho, nos corredores e, claro, nos incontáveis happy hours por toda a cidade. O bate-papo entre públicos tão distintos – mas interessados num mesmo tema – é estimulante. Em apenas um dia de festival, você sai com milhares de anotações: novas empresas para conferir, escolas para visitar, cases ara se aprofundar, livros para ler, nomes para ficar de olho e a cabeça pipocando de ideias. Muita gente diz que, ao voltar pra casa, as conexões feitas em Austin se aprofundam, se estendem e aí é que e os verdadeiros frutos do SXSW começam a render.

O SXSW Edu é, sem dúvida, onde os educadores mais antenados querem estar e conferir as mais de 400 sessões, além dos tantos painéis, workshops, mostras artísticas, exibições de filmes, competições, apresentações de startups, sessão de autógrafos de livros e de mentoria, e exposições com as iniciativas mais interessantes do mercado. E a organização do festival sabe disso: “Through collaboration, creativity, and engagement, SXSW EDU empowers its global community to connect, discover, and impact, afirmam no site.

A participação brasileira

Foto Felipe merhen

Os brasileiros são um dos grupos mais presentes no festival. Esse ano, a participação verde-amarela foi ainda mais expressiva, já que educadores da nossa terrinha apresentaram três sessões:

Eduardo Valladares (Descomplica) falou em “Vulnerability is Power: a new learning movement”; Pilar Lacerda (SM Foundation Brasil) e Cleuza Repulho (Lemann Foundation) falaram dos desafios da educação pública em um país com profundas dificuldades econômicas, políticas e sociais como o Brasil, em “Making Public Education Thrive in Vulnerable Areas”; e Mariana Breim, Daniela Kimi e Heloisa Morel (todas do Instituto Península), em “An Integral Approach to Teacher Education”, mostraram como lideraram a implantação de um sistema de educação integral para treinar professores da Escola da Toca e Escola Dulce, ambas de Itirapina(SP) e, depois, como tornaram essa iniciativa digital e acessível a professores de todas as regiões do Brasil, por meio do Vivescer, uma plataforma de conteúdo, um canal no YouTube e um sistema de SMS.

SXSW Edu 2020

Para quem quer participar do SXSW 2020, a boa notícia é que os badges já estão à venda e, nessa época, o valor é o mais baixo que você vai encontrar (assim como o SXSW, conforme vai chegando próximo ao evento, os preços dos badges vai subindo). Entra , você não vai se arrepender!

Texto por Luciana Savioli. Foto: Alexa Gonzalez Wagner

Quem escreveu

salve tribal

Data

11 de March, 2019

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