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Como aproveitar ao máximo sua escala na China

Quem escreveu

Fernanda Secco

Data

06 de July, 2018

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Não é segredo para ninguém que a China, um dos maiores países do mundo, oferece um hub a todos que viajam à Asia com opções de escala em diferentes cidades do país. Em minha recente viagem a Taiwan, fizemos tivemos uma escala de 22 horas em Pequim na ida, e 18 horas em Xangai na volta. A verdade é que sofri um pouco com o perrengue, então quero compartilhar com vocês alguns tips & tricks para que a seu layover seja incrível!

escala na China
Nanjing Road, Xangai – foto por Hanny Naibaho via Unsplash

Isenção de visto por 24/144 horas 

Algumas mudancas recentes do governo chinês oferecem entrada visa-free para brasileiros em períodos que variam de 24 a 144 horas (6 dias). As regras, o período máximo e sua disponibilidade variam de cidade para cidade, por isso é importante checar se a cidade da escala oferece esta opção para brasileiros. Antes de partir na minha viagem, liguei para a Embaixada da China e eles confirmaram que a isenção de visto atualmente se limita às cidades de Pequim (Beijing), Tianjin e Xangai. Há também outras cidades na lista caso você esteja em conexão. Sempre traga seu itinerário impresso – vai facilitar MUITO no trato com a pessoa que dá os vistos.

Mas antes de sair do aeroporto, calcule pelo menos 2h (1h para cada trecho) de ida e regresso até o centro da cidade. De Pequim à Grande Muralha reserve pelo menos 5h. Talvez use menos tempo, mas só para garantir que conseguirá pegar o seu próximo vôo.

escala na China
Grande Muralha da China – foto por Vidar Nordli-Mathisen via Unsplash

Comunicação = mímica

É extremamente dificil encontrar pessoas que falem inglês na China. Tão difícil que até as pessoas no aeroporto, lidando com o visto e com uma faixa escrito “Help You” não vão poder ajudar em nada. Aprendi que a melhor técnica, além da mímica, é manter as frases curtas e objetivas, não usar muitas palavras e se possível apontar para imagens e textos.

A galera nos hotéis também fala pouquíssimo inglês. Geralmente eles te dão um taxi card com uma lista das atrações mais famosas e o endereço do hotel, tudo escrito em inglês e chinês. Isso ajuda, mas confesso que não resolveu o problema por completo. Eles também não conseguem ler palavras chinesas escritas com caracteres latinos, então se puder peça para alguém escrever o endereço num papelzinho e guarde com você.

Taxi Card em Pequim – Foto por Fernanda Secco

Quais apps devo usar na China?

Não é novidade que o Google, Facebook, YouTube e Twitter são proibidos na China. Claro que você pode usar o layover como um detox das mídias sociais, mas fiquei surpresa em perceber como estamos dependentes de alguns apps e como a impossibilidade de usá-los nos deixa meio perdidos. Por exemplo, não é possível usar a opção de mapas offline – e eu sou viciada em Google Maps. Então tira um screenshot dessa página, baixe estes apps antes de sair de casa e passe menos perrengue que eu!

Buscas na internet: Use o bing.  E lembre-se que o Google Chrome também não funciona – não é a sua conexão que está falhando.

Mapas e itinerários: OsmAnd oferece mapas offline para iOS e Android. O Apple Maps também pode ser uma boa opção (não funciona bem, mas funciona). Se você falar um pouquinho de chinês pode se arriscar no Baidu (iOSAndroid).

Traduções: Eu usei o Waygo, um tradutor visual que funciona bem com chinês, japonês e coreano.  Mas se você fala um pouquinho de chinês, dizem que a YouDao (AndroidiOS) também é uma ótima opção.

Encontrar restaurantes, bares e outros: Confesso que não sou fã do TripAdvisor, acho a qualidade das reviews muito baixas, mas no momento do perrengue foi ele que me salvou, já que eu não sabia nem pra que lado andar à procura de restaurantes. O Dianping é o Yelp chinês, mas o único problema é que não tem suporte em outra língua.

Hoteis e acomodação: Fiquei impressionada com a função do Booking.com de mostrar o endereço na língua local. Me salvou muitíssimo tempo em explicar onde eu estava ficando. Você também pode usar o Hotels.com.

Foto por Rob Hampson via Unsplash

Mas e se eu usar VPN?

Com o VPN tudo fica mais fácil – e não tem detox das mídias sociais.

Eu usei o Betternet, que é grátis. Com ele você não precisa fazer uma conta e consegue usar quase todos os sites que quiser. Mas para que funcione direitinho, você precisa de uma boa conexão 3G ou um WiFi estável (não funciona com modems móveis). Se você já usa serviços de VPN normalmente, vale a pena considerar o ExpressVPN que tem servidores espalhados por Hong Kong e Taiwan e ajudam na sua conexão. Mas o VPN mais adequado varia com a suas necessidades, então melhor pesquisar direitinho qual funciona melhor para você.

Dinheiro é rei!

Quase nenhum lugar aceita cartão, especialmente se você quiser provar a culinária local em um lugar mais autêntico. Por isso lembre-se de ter em mãos dinheiro local (o câmbio é mais ou menos 1 real vale 1,72 yuan). Eu optei por fazer um saque no caixa eletrônico, já que o câmbio do meu banco era melhor do que trocar em outro lugar. Para menos de 24h, com taxi, atrações e alimentação gastamos 400 yuan por pessoa.

Yuan chinês

A dica mais importante é ir com muita paciência e mente aberta. Fiquei impressionada com a boa vontade dos chineses de tentar ajudar mesmo sem saber falar a mesma língua. Todos são extremamente prestativos e simpáticos e deixaram uma boa impressão sobre o povo.

A China é uma aventura! Espero que as dicas ajudem você a aproveitar cada segundo.

*Foto destaque por Keith Chan via Unsplash

Quem escreveu

Fernanda Secco

Data

06 de July, 2018

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Fernanda Secco

De longas viagens de carro no México a aulas de cozinha no Vietnã, para mim o que importa conhecer são as pessoas. Não há nada melhor para conhecer um país do que aprender com experiências autênticas (e às vezes malucas).

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