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Temos que falar sobre testes em animais

Quem escreveu

Renato Salles

Data

30 de August, 2017

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Foi numa dessas coincidências algorítmicas da vida, que surgiu na minha timeline um link compartilhado por uma amiga super-ativista-iogue-mindful-saravá, tratando de testes em animais feitos em laboratório. Eu, que quero ser ativo em tudo e não sou em nada, larguei a ioga há alguns anos, e tenho a mind full de boletos, poderia ter passado reto como fazemos centenas de vezes todos os dias, com tanta notícia escandalosa que aparece. Mas alguma coisa me prendeu, e mal sabia eu que estava sendo sugado para dentro de um buraco negro de crueldade difícil de superar. Virei ativista na hora. E é por isso que digo aqui e agora: precisamos falar sobre testes em animais!

Bom, o link explicava como funcionam os laboratórios que liberam produtos químicos para serem usados por nós sem causar risco à nossa saúde. Nem preciso dizer que é um post horroroso, com fotos estarrecedoras (quem quiser se aventurar, basta clicar aqui). Basicamente é o seguinte: a fábrica de xampu quer fazer um produto novo com o químico X, mas que não sabe se ele causa alergia, irritação, ou coisa pior. Então eles pegam dezenas de coelhinhos fofos e prendem eles de um jeito que fica só a cabeça deles para fora, e eles PINGAM O X NO OLHO DOS BICHOS. Se der alergia, irritação ou coisa pior, o coelho é sacrificado, e o X cai fora. Se não der nada, o X passa para novos testes, e o coelhinho volta para o fim da fila para ser testado com outra substância. Rinse and repeat. Isso eles fazem também com gatos, ratos, cachorros, porcos, macacos, e o que mais estiver disponível. Afinal, animais são como amostras grátis descartáveis, certo?

Vou por só uma fotinho grotesca para causar mais impacto, e sair correndo.

Pois é, dói. Muito. Dói porque sabemos que essa carnificina com requintes de crueldade acontece todos os dias para a gente seguir a nossa vidinha classe média sem estresse. Isso acontece na produção de xampu, pasta de dente, desodorante, maquiagem, perfume, protetor solar, detergente, sabão em pó, e tudo aquilo que usamos aos montes todos os dias. E o que podemos fazer contra isso? Muito simples: NÃO COMPRAR! Sempre existe aquele sopro de esperança na humanidade para cada cagada coletiva nossa, e existem várias marcas que encontram formas alternativas de garantir a segurança de seus produtos. É fácil identifica-las porque elas estampam isso com orgulho nos rótulos. Se você achar um coelhinho desenhado no canto, ou os dizeres ‘não testado em animais’, ‘amigo da natureza’ ou ‘cruelty-free‘, pode comprar sem peso na consciência.

Se você ficar na dúvida, o sempre presente PETA lista as marcas internacionais bacanas e as do mal no site deles, e ainda tem outros tantos, como esse. Aqui eu ainda achei esse site que lista as empresas do bem brasileiras. E o PETA ainda alerta que tem algumas marcas que se vendem como cruelty-free, mas na verdade elas usam produtos químicos de laboratórios terceirizados que fazem sim os testes. E outro alarme vermelho é saber se a marca exporta para a China, porque ela é o único país do mundo que exige os testes em animais para colocar os produtos no mercado. Aposto que se você repassar o teu banheiro por essas listas, vai acabar jogando muita coisa fora.

Olha quanta marca bacana está liberada!

Uma outra amiga, toda trabalhada na permacultura, daquelas que faz os próprios cosméticos em casa, me disse corretamente que o cruelty-free hoje tem que ser default. Mas não é, e falta muito para ser. Esse post não é um apelo para todo mundo agora virar vegano de uma hora para a outra. Eu mesmo sofro para encarar uma ‘vegetarianice’. E não sejamos ingênuos, essas cenas de horror vão continuar na industria farmacêutica, nos abatedouros de frigoríficos e outras fábricas. Mas eu acredito que pequenos atos podem começar revoluções. Trocar os produtos que você sempre compra para os livres de crueldade não vai mudar nada na tua vida. Talvez você gaste um pouco a mais, mas com certeza vai evitar que milhares de animais indefesos sejam torturados e assassinados à toa.

Quem estiver preparado para ir direto para o curso avançado, pesquisas científicas recentes descobriram que muitas das substâncias que estão nesses produtos industrializados podem causar sérios danos à saúde. E é nessa onda que estão aparecendo cosméticos e produtos de higiene feitos todos com matéria-prima natural, e ainda que reutilizam até as embalagens, diminuindo a produção de lixo. Mas não precisa se afobar, dá para ir um passo de cada vez. Comprando consciente, estimulando a produção sem testes em animais, já está de bom tamanho. Quem sabe um dia isso vira realmente default.

Para os viajantes que adoram encher a mala de produtos cosméticos na hora de voltar para casa, não deixe de pesquisar marcas que não usam da crueldade para aprovar a qualidade de seus produtos.

Uma foto de coelhos felizes para quem protege os animais <3

E aproveitando o ensejo, não custa lembrar: Não use canudos! Canudos são do mal.

*foto destaque: Victor Larracuente on Unsplash

Quem escreveu

Renato Salles

Data

30 de August, 2017

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.